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Previdência   Reforma abre portas a investimentos, concessões e recuperação econômica

terça, 02 de abril de 2019

ACIC

O jornalista Erich Decat, analista político da XP Investimentos, esteve na Acic na noite de segunda-feira para dar detalhes sobre os bastidores da política em Brasília e as perspectivas para a reforma da Previdência. Erich deixou claro que não se trata de uma reforma qualquer, e sim de uma medida fundamental para que os próximos passos da recuperação econômica sejam dados e tirem o Brasil de sua pior e mais duradoura crise econômica. A palestra integrou o programa dos 59 anos da associação comercial.
Com anos de experiência na cobertura do jogo político e sem ignorar os percalços que o governo terá de enfrentar, Erich sinalizou que é possível sim que até setembro a nova reforma da Previdência seja aprovada. “Mas não será aquela que divulgam, de economia de grandes cifras. Deverá ser uma reforma mais modesta, a reforma possível diante das urgências do País e dos movimentos da acomodação política”. 
Com o início dos ajustes das contas públicas, o Brasil passará então a respirar mais aliviado. E o mais importante, disse ele: “Poderemos sim ser a bola da vez no mundo para receber os investimentos destinados a um mercado emergente. E isso fará enorme diferença à recuperação econômica, à volta dos negócios e à geração de empregos”. Erich informa que, por isso, é preciso que as entidades, os líderes e a população cobrem os seus representantes, exijam deles o voto a favor da reforma, porque disso depende o início de um longo percurso de reconstrução.
Para que a reforma saia do papel, Erich entende que deverá existir uma participação mais ativa e presente do presidente Jair Bolsonaro e que a articulação no Congresso ocorra de forma mais ágil e competente. Um ponto importante é que a troca de acusações entre caciques cesse, porque ela gera instabilidade e desconfiança. Outro ponto a ser considerado é o resultado das próximas pesquisas de opinião. Quanto mais desidratado o governo estiver, mais caro e difícil será aprovar as alterações para tornar a Previdência mais suportável. “Por isso, seria bom que ela ocorresse no menor tempo possível”, entende o analista da XP Investimentos.
 
Resistências
Além da “falta de carinho e de atenção” acusadas pelo Congresso por parte do governo, haverá outros focos duros de resistência à reforma. E ela virá dos sindicados, da esquerda e também dos servidores, mas tudo ainda depende de tempo para saber qual vai ser o tamanho desse desafio. As redes sociais, que tiveram papel decisivo nas eleições de outubro, também deverão passar por novos testes de força. Com a da Previdência, então virão naturalmente outros ajustes nos campos administrativo, tributário e político, diz Erich Decat.
Questionado sobre a possibilidade de a reforma da Previdência não passar, o jornalista afirmou que então o cenário seria muito ruim. “De dificuldades, inércia e com gradual agravamento econômico”. Sem essa correção tão indispensável, os investimentos de fora não virão, a infraestrutura não se modernizará, as empresas recuarão em seus projetos de expansão e o combate ao desemprego será fragilizado. O ponto positivo é que, em Brasília, muita gente percebeu que sem mudanças na Previdência o País para.
 

 

 

Fonte: acicvel.com.br

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